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O treinador Condé terá apenas uma dúvida para definir seu time do jogo decisivo da semifinal da Taça MG. Raphael Aguiar sentiu o tornozelo e pode desfalcar a equipe contra o Uberaba no jogo de amanhã, no Helenão. Em compensação, as voltas de João Júnior na zaga e do volante Bruno Ramos estão confirmadas, cumpridas suas suspensões. Somente a vitória interessa ao Tupi, mesmo simples, de um golzinho só. Vencendo, o carijó disputará sua terceira final consecutiva da competição e o bi, ficando perto da vaga mineira na Copa do Brasil 2010. Esse grupo já mostrou do que é capaz, bem como seu treinador. Com todo o respeito, vencer o Uberaba não é tarefa complicada e/ou inédita. Basta atuar bem, com tranqüilidade e uma dose a mais de ousadia, aproveitando o fator campo e a força da torcida, que precisa fazer a sua parte, comparecendo e apoiando. Fui dar uma olhada no noticiário do Zebu, editado pelo amigo e parceiro, Bruno Souza, do Jornal de Uberaba, e, no time colorado, que tem a vantagem do empate, só se fala em vitória e título. O discurso motivador é de Marcos Birigui, jogador campeão brasileiro de 1978, pelo Guarani, hoje treinador do Uberaba. A equipe do triângulo chega hoje a JF, treina no campo do Baeta e inicia a concentração para o jogo. A previsão do tempo fala em sol, tarde agradável, sem chuvas e um cenário perfeito para uma vitória do Tupi. Ademilson, recuperado de contusão pubiana, pode ser o grande reforço do ataque carijó na decisão de amanhã. Que ele sirva de referencia ao time, motivando-o a vencer bem e chegar à uma reconquista que pode trazer dias melhores ao futuro do Tupi e de todos que vestem sua camisa, dentro e fora de campo. Bom feriadão e bom jogo para todos os carijós.
O Tupi fez um bom primeiro tempo, apesar das tradicionais imperfeições, resistindo à esperada pressão do Uberaba para atacar, ganhar o jogo e reverter a vantagem do Galo. Uberabão, 10 da matina e 40° ao sol. O time de Condé esqueceu as condições adversas, cadenciou o jogo, cozinhou o Zebu e provocou a indignação da galera local com o time colorado. O Tupi marcou bem, mas, pecou ao errar uma quantidade absurda de passes no meio campo, até mesmo passes curtos, o que acabou por comprometer a qualidade do contra ataque e gerar o desperdício de algumas chances de gols. O treinador fez uma leitura correta do jogo ao ser ouvido pela Globo AM 910, no inicio do intervalo. Pediu mais movimentação e aproximação e um contra ataque mais vibrante. Voltou com o mesmo time para o segundo tempo e com a bola rolando, em 30 segundos de jogo decente, aberto, com bola no chão, pela direita, veio o cruzamento certeiro à meia altura, que encontrou Rafinha enfiado no meio de dois zagueirões do Uberaba. A cabeçada do Pequeno Polegar, da entrada da área, no canto, dava ao Tupi o 1x0 e um acréscimo na vantagem, rumo à final. O time até evoluía bem, quase fez o segundo, mas, com 12 minutos, começou a complicar o roteiro tomando o empate e aos 30, a virada de 2x1. Condé mexeu mal, pois colocou um volante no lugar de um zagueiro e um lateral improvisado de atacante. Bigú não entrou bem e só fez aumentar o desespero e a imprecisão do time em busca do empate e o da galera, nos últimos 15 minutos, com a ameaça de um terceiro gol do Uberaba, que desandaria de vez a partida de volta no Helenão. A derrota mínima de 2x1 reverte a vantagem para o Zebu, mas, com uma vitória de 1x0, o Galo retoma a vaga e passa para decidir o título. Na outra semifinal, Villa Nova 2x0 Uberlândia, com grande atuação de Eraldo demolindo o favoritismo e o retrospecto dos periquitos. A semana de treinamentos no Salles servirá para remendar as avarias da virada sofrida e dar motivação e confiança ao elenco carijó. Um golzinho só, Tupi! SÓ UM, será preciso no jogo de sábado, 4 e meia da tarde. Vai daqui, um recado para o torcedor desconfiado. Esqueça sua cornetagem no Orkut e some forças com seu time, movendo-o rumo ao BI. Vale a sua torcida por um 2010 melhor, sem sustos, sem riscos, com a continuidade de um bom trabalho, com uma campanha melhor ainda do que foi em 2009.
O Tupi, ressabiado pela dificuldade de vencer o Valério e chegar para a disputa das semifinais da Taça MG, fez um trabalho de regeneração para o elenco e embarcou no seu vôo rasteiro, rumo ao triangulo mineiro, para encarar o Zebu, na casa dele. Domingo, dez da matina, na verdade, nove. O Tupi terá que se adaptar a bizarrice do horário e ao inclemente sol de verão, aproveitando para reunir forças e motivação para a difícil tarefa de trazer para o jogo de volta no dia 31, um bom resultado para decidir a vaga na final, sem sustos. Ao carijó, desejo boa sorte, nervos no lugar e uma atuação tranqüila. Apesar da péssima repercussão do primeiro tempo contra o Valério, mantenho minha confiança total no grupo e no treinador. Força na camisa, Tupi! É em momentos assim que surgem os ingredientes de raça, de vontade de vencer, de superação, de repentinas explosões de alegria, que fazem parte da nossa história. O Tupi é um time jovem, que tem aprendido com os erros a buscar forças para redimir-se e vencer. Domingo, um bom resultado diante do Uberaba, abre uma janela, ou, melhor, várias janelas de oportunidades, para todos e para cada um de seus jogadores. Um 2010 com calendário cheio, Mineiro, Copa do Brasil e série D, assim como foi em 2009, será fonte de ganhos técnicos e financeiros ilimitados. Reflitam sobre o assunto, Bom domingo e bom jogo para todos os carijós.
TUPI FC: Gonçalves; Marcelinho, Cedrola e Fabricio Soares; Serginho, Marcones, Marcel, Felipe Canavan e Michel; Rafinha e Raphael Aguiar. TÉCNICO: Leonardo Condé UBERABA SC: Glaysson; Ivonaldo, Rodrigo Mineiro, Rodrigo Paulista e Rogério; Fabiano, Balduíno, Gustavo e Rafael Ipuã; André Nascimento e Danilo. TÉCNICO: Birigui
O Fluminense complicou sua permanência na disputa de uma vaga nas semifinais da Copa SA 2009. Começou jogando muito melhor que o Universidad e tendo a tranqüilidade de fazer um gol nos minutos iniciais e seguir criando chances de gols, graças à eficiência do trio de atacantes lançado por Cuca, com Fred, Alan e Maicon. Nem parecia o Flu, virtual rebaixado para a série B, padecendo de um crônico descontrole emocional. Tudo levava a crer em uma vitória expressiva e a confiança aumentou com o segundo gol de Fred. Veio o segundo tempo e, junto, a tradicional pane de nervos. O Flu assistiu, sem reação, em um período de tempo de 5 minutos, a dois gols seguidos dos chilenos, entrando livres, cara a cara com Rafael. Agora, em Santiago, será preciso o Fluminense vencer e bem. O desastrado 2x2, no Maracanã, dá aos chilenos a vantagem do 0x0 e 1x1 para seguir adiante. E para desandar de vez o caldo de cultura da crise tricolor, o fantasma de Joel Santana, de volta ao Rio, começa a assombrar a melancolia tática e emocional de Cuca. E o presidente, ameaçado por uma proposta de destituição do cargo, briga com o comando paralelo do futebol e dirige pessoalmente o dantesco roteiro de amadorismo e incompetência nas Laranjeiras. Até quando?
Conca, o maestro da tragédia anunciada no Flu.
Cuca comanda a melancolia tática e emocional do Flu.
O mistão do Botafogo perdeu de 2x1 para o fraco time do Cerro Porteño, um jogo que, levado mais á sério, com mais empenho e acerto nos passes e nas finalizações estaria bom de ganhar e voltar ao Rio com a classificação bem encaminhada. O árbitro teve uma atuação desastrosa, errando em dois dos três gols e anulando um gol legitimo de Fahel. O Botafogo jogava bem, resistia com tranqüilidade à pressão do time paraguaio e Jefferson comandava o jogo da equipe. Tomou o gol de impedimento e continuava a mandar no jogo, contra atacando com perigo, mas, errando nas finalizações. Reinaldo, aos 12 do segundo tempo, empatou, ajeitando com o braço e chutando colocado no canto. 1x1, gol precioso, na casa do adversário, vaga quase garantida e Emerson, sempre ele, invadiu a área abraçado com um paraguaio e plu!, Cometeu uma penalidade grotesca, irresponsável. 2x1, Cerro e nervos fora do lugar, com faltas desnecessárias e duas merecidas expulsões do Bota. Foram 20 minutos de abafa, de pressão total, de ataque contra defesa, mas, a estrela do goleiro brilhou e o marcador permaneceu. Basta uma vitória simples de 1x0 ou mais para o Fogão avançar para as semifinais. Ao Cerro, basta um empate. Dia 4 de novembro, encontro marcado com a galera, no Engenhão.
Reinaldo deixou o gol decisivo que pode decidir o avanço do Fogão na SA 2009.
Foi chorado, dramático e com muito sofrimento a vitória de 1x0 sobre o limitado time do Valério, que deu ao Tupi a classificação em primeiro na chave A da Taça MG. No primeiro tempo o time de Condé atuou sem vontade, desligado, sem atitude de ganhar e permitia ao adversário gostar do jogo e criar alguns contra ataques. O Tupi, cuja formação era teoricamente ofensiva, no campo, mostrou-se desarticulada, com a tradicional embolada da intermediária pra frente. E sem levar perigo ao time de Itabira. Na cabine da Globo AM 910, Ricardo Wagner trepidava de indignação, criticando a postura tímida da equipe e nas arquibancadas a galera espetava os jogadores aos gritos de queremos raça!! Condé mexeu, tentou modificar os rumos do jogo e da classificação. Enquanto o Funorte perdia de 1x0 para o América, em BH, o Galo cozinhava o empate. Funorte 1x1, de pênalti. Desespero no Helenão, com a informação vinda do Horto. Aí, Condé fez entrar Serginho e Bigu e depois Brunos Ramos. Restituiu Canavan ao seu posto original e detonou a pressão carijó em busca do gol salvador, que evitaria o vexame da eliminação prematura, em casa. Até São Pedro resolveu participar da festa e providenciou um molho e umas trovoadas para fazer a trilha da classificação dar certo. No MSN e no Orkut a galera praguejava e torcia, em busca do gol, até aos 36 do segundo tempo, quando o tão desejado gol saiu, encharcado de alívio, no chute certeiro de Canavam, da entrada da área, de bola parada, como a galera pedia, fazia tempo. E seguiram-se 12 minutos de apreensão com medo geral de o time levar um gol que traria a eliminação. Fim de jogo, e o Galo vivo no rumo do bi. Que venha o Uberaba, certinho, bem treinado, com ritmo e entrosamento da série D, primeiro no triangulo, depois aqui. E quem ganhar avança para a decisão, contra Uberlândia ou Vila Nova. Se o Tupi passar pelo Zebu, vale a sua torcida por um duelo contra Moacir Jr. ou Wellington Fajardo. Em disputa, a vaga mineira na Copa do Brasil de 2010.
Mais uma decisão para o jovem time do Tupi acontece esta noite, e, desta feita, o objetivo é vencer o Valério e ganhar uma vaga nas semifinais da Taça MG. A vitória dá ao Galo o primeiro lugar na chave A e a chance de decidir em casa, contra o Uberaba, uma vaga para tentar o título da competição. Empatando, a equipe carijó avança, desde que o América vença o Funorte, em BH. Nesse caso, ficaria em segundo, pegando o Uberlândia, treinado por Fajardo, decidindo no Sabiá. Portanto, vencer hoje o time já eliminado de Itabira, vale um bom futuro do futebol carijó para 2010 e os anos subseqüentes. Leonardo Condé, cuja permanência no comando da equipe para o Mineiro já foi sacramentada, com aplausos e reconhecimento geral, entra com uma formação bem ofensiva. O volante Marcel, suspenso, dará ensejo à entrada de Michel pelo meio, entrando Rafael, na ala esquerda. Na ala direita, a suprema ousadia, a entrada de Canavan em lugar de Serginho. No ataque, a dupla de Rafas, o Aguiar e o Rafinha. Eu gostei. Boa, Condé! Tomara que possa dar certo e resultar em gols e na esperada vitória do time.
TUPI X VALERIO
Tupi: Gonçalves; Marcelinho, João Júnior e Cedrola (Fabricio Soares); Felipe Canavan, Marcones, Felipe Fernandes, Michel e Rafael; Rafinha e Raphael Aguiar. Técnico: Leonardo Condé.
Valério: Alex; Marcelo, Adilson, Tiago e Santos; Afonso, Elder, Pablo e Diego Maradona; Cleiton e Ivanildo. Técnico: Mauricinho
Local: Estádio Municipal Radialista Mário Helênio, em Juiz de Fora Data: 21/10/2009 Horário: 20h00 (horário de Brasília)
Árbitro: Joel Tolentino Damata Júnior Auxiliar 1: Márcio Eustáquio Santiago Auxiliar 2: Helbert Costa Andrade
Estádio General Pablo Rojas, Assuncion, Paraguay. Lá, o Botafogo tenta quebrar mais um tabu e voltar a vencer partidas internacionais jogando fora do RJ. O adversário será o Cerro Porteño, que sabe utilizar bem o fator campo e ganhou bem do Goiás, nas oitavas, avançando graças a um golzinho achado na derrota de 3x1, no Serra Dourada. Estevam Soares, com um olho no Cerro e outro no Flamengo, escala um time misto com Jefferson, Emerson, Juninho e Wellington; Thiaguinho, Fahel, Léo Silva, Renato e Gabriel; Reinaldo e Victor Simões.Alguns titulares como Leandro Guerreiro, Lúcio Flávio e André Lima, ficam no banco, entrando, caso necessário. Para o Fogão vale um resultado expressivo que seja possível administrar em função do regulamento, do saldo de gols, no jogo de volta, no Engenhão. Chegando as semifinais, o adversário será o vencedor de Fluminense x Universidad, que jogam amanhã, no Maracanã. Cuca quer usar a força máxima e um trio de atacantes, com Fred, Alan e Maicon para vencer bem e decidir a vaga no Chile, com tranqüilidade. Se os dois cariocas avançarem fica garantido a presença de um clube brazuca na decisão.
Jobson, arma ofensiva do Bota no Paraguai.
Alan, escalado por Cuca no trio de atacantes do Flu, contra os chilenos.
Reproduzo post de Emerson Gonçalves no seu blog com o título acima falando sobre a gestão da BRAWN e do AVAI.
QUEM NÃO É O MAIOR, TEM QUE SER O MELHOR
Estou com uma dúvida: o Avaí é a Brawn do Brasileiro ou a Brawn é o Avaí da Formula 1?
Na verdade, nem um nem outro, mas vale pela brincadeira e pelo jogo de palavras. Entretanto, talvez não seja totalmente desprovida de lógica essa colocação. Nem preciso falar das diferenças entre as duas instituições, mas vou falar de duas semelhanças: ambas são novatas (o Avaí na elite da bola no século dos pontos corridos) e ambas são pequenas e contam com poucos recursos financeiros. Finalmente, uma é campeã e a outra não é e tampouco virá a ser, ao menos nesse ano, mas sua campanha é digna de um campeão, principalmente quando olhamos na multidão de nomes impactantes que estão atrás ou ao lado do humilde Avaí.
Há anos bato na tecla que o futebol, em especial no Brasil, permite a montagem de bons times por equipes com pouco dinheiro. Ou, uma outra tradução, equipes que não sejam dos dois centros econômicos maiores (é bobagem chamá-los de mais ricos, pois não são, são apenas grandes). Sí, se puede, como vira e mexe dizem nossos vizinhos diversos de continente.
A equipe do ano na F1
Para provar essa tese, está aí a Brawn GP campeã do mundo de pilotos e, salvo uma enorme zebra, campeã mundial também de construtores. Há um ano a Brawn GP não existia ou, se existia, era somente um sonho maluco na cabeça privilegiada de Ross Brawn. Todavia, no final do ano a Honda caiu fora. Encontrou na crise financeira a desculpa perfeita para abandonar as pistas, consolidando um fracasso absoluto, sem com isso levar nenhum de seus dirigentes a cometer o sepuku. Assim, 2008 terminou com Ross Brawn sem emprego, assim como toda o pessoal que trabalhava com ele na Honda, inclusive dois bons pilotos, Jenson Button e Rubens Barrichello. Ora, sabemos todos que o mundo da F1 é o mundo do dinheiro por excelência. O sucesso, especialmente nos últimos vinte anos, esteve sempre ligado ao poder econômico. Ferrari e McLaren pontificaram, assim como a Honda e a Renault. A Mercedes-Benz deu as caras, bem como BMW e Toyota. A Ford tentou, mas não aguentou o rojão. Foi nesse mundinho que Ross Brawn entrou com sua equipe. Confirmou a manutenção dos dois pilotos, um deles jovem, agressivo e técnico, e o outro experiente, extremamente técnico e, provavelmente, o melhor acertador de motor e de carro como um todo na F1. O dinheiro era pouco e mal daria para a primeira metade da temporada, apostava-se se a equipe chegaria viva à fase europeia do campeonato. Provando sua competência, Ross conseguiu nada menos que o motor Mercedes para seus carros, um motor já testado e de comprovada eficiência. Preocupado com a perda de mais uma equipe, Bernie Eclestone também colaborou para manter a equipe viva, adiantando dinheiro e algumas outras facilidades, como a cobertura de boa parte dos custos de logística.
Além de tudo isso, Ross tinha um trunfo na manga: o difusor duplo. Uma inovação técnica que até parecia fora do regulamento, mas que foi confirmada como legal pela FIA, e que, apesar do que diz seu criador, fez diferença para a Brawn GP. Então, foi isso: direção competente, ideia inovadora, boa estrutura e pessoal qualificado, mesmo não sendo “os caras” - nesse caso, é óbvio, estou me referindo aos dois pilotos. O resultado todos conhecemos.
O time do ano no Brasileiro
Ainda é prematuro para esse título, mas acredito nele.)
“Nossa meta é permanecer na Série A, fugir do rebaixamento.”
Quantas vezes não ouvi essa frase dita por Silas, o treinador do Avaí, nos últimos meses? Vitória após vitória, e lá vinha ela, igual ou ligeiramente diferente: Nossa meta é escapar do rebaixamento. Nesse final de semana a frase mudou. Com 43 pontos conquistados, a permanência na Série A só não é matemática, pois na prática já está assegurada. E Silas, com todo o direito, já aventou o sonho de conquistar uma vaga na Libertadores. Sim, na Copa Libertadores, pois, novamente, na prática a vaga na Sul Americana já está assegurada.
Com 85% de chance e uma campanha consistente dentro e fora de casa, a Sul Americana é mesmo uma realidade. No momento o time ocupa a 10ª posição no Brasileiro, onde já esteve bem mais alto. Eu mesmo acredito que essa posição é transitória e a posição final na tabela será bem acima dessa. Se vai ser o bastante para uma das ambicionadas quatro vagas para a copa continental eu não sei. Será difícil, mas não aposto contra. Talvez o maior risco que corre o Avaí agora, seja o fato de cinco de seus próximos oito e definitivos jogos serem contra equipes colocadas abaixo dele na tabela, quatro das quais ainda precisando espantar o fantasma do rebaixamento. Esses jogos, como bem sabem Palmeiras e São Paulo, por exemplo, são muito mais difíceis do que contra equipes melhor colocadas. O desespero renova as forças e descarrega litros de adrenalina no organismo.
A diferença
Santa Catarina é um estado com excelente padrão de vida e boa distribuição de renda, considerando os parâmetros brasileiros, mas está longe de ser uma potência econômica, assim como Florianópolis está ainda mais distante de ser um portentoso centro econômico e financeiro, como o são outras capitais estaduais. Apesar disso, lá está o Avaí, assim como esteve o Figueirense, agora lutando para voltar à Série A.
O que pode explicar isso?
O que pode explicar o sucesso consistente do Goiás, ano após ano?
Gestão. Pura e simplesmente, gestão.
Nesse campeonato, em suas primeiras rodadas, todos passaram a considerar o Avaí uma carta fora do baralho. O rebaixamento era uma certeza para todos os analistas. Eu não sou analista, mas também achava que o time seria rebaixado. Com as derrotas se sucedendo e já com cabeças de treinadores rolando de norte a sul, a de Silas era apenas questão de horas ou de dias, a cada novo insucesso. Surpreendentemente, porém, Silas não rodou, sua cabeça não caiu e de repente começaram as vitórias. Com elas, a manutenção da meta básica e da humildade. Ainda faltam oito rodadas para o final, mas já podemos dizer que conhecemos o resultado. Salvo alguma catástrofe, o Avaí é o time do ano para mim, assim como a Brawn, Button e Barrichello são os caras da Formula 1 em 2009. Afinal, como cansei de ver e ouvir no rádio e na tevê de outros tempos, durante minha infância e adolescência, nos comerciais da antiga Atlantic, quem não é o maior tem que ser o melhor.
Quarta feira, 4 da tarde, 40° à sombra e um terreirão, inviável para um jogo entre profissionais, no acanhadissimo estádio de Montes Claros, casa do Funorte, aprovado e liberado pela FMF. Palco de outro decepcionante empate do Tupi contra um adversário inferior técnicamente, batido com amplo domínio pelo seu time reserva no jogo do turno em JF. Com o empate de 2x2 entre América e Vila Nova, o galo está a uma vitória de avançar para as semifinais da Taça MG, em primeiro lugar da sua chave, independente de outros resultados. Menos mal. No empate de ontem, o Tupi exibiu vontade, aplicação, mas, faltou o principal, o capricho, a qualidade na articulação, no último passe e na finalização. A exemplo do que ocorria com Ademilson, Raphael Aguiar foi deixado ao isolamento no ataque, em função do posicionamento recuado do time. Segundo Ricardo Wagner, da Globo AM 910, faltou ao Tupi uma atitude, um jogo, uma formação digna de um time que defende o titulo e corre atrás do bi da competição. E a todo momento o comentarista fazia coro com o treinador à beira do gramado e pedia que o time arriscasse chutar de longe, cobrando um jogo mais ofensivo. Condé tentou mudar o time, fez entrar Bigu, Michel e Felipe Fernandes. Os destaques do Tupi foram JJ e Rafinha. Para o último jogo contra o Valério, em casa, é preciso ousar mais, vencer e permanecer na disputa do bi e da vaga mineira da Copa do Brasil de 2010. Eu lamento muito que os méritos e vantagens de representar Minas nessa competição da CBF, ainda não tenham os devidos comprometimento e percepção da parte de diretores, imprensa, torcida e jogadores. Vale refletir à respeito e lutar para trazer essa conquista para o carijó e Juiz de Fora.
No calor de Campo Grande e na péssima iluminação do Morenão a seleção despediu-se das Eliminatórias 2010 com um 0x0 sem graça, burocrático e ineficiente para testar jogadores e solucionar as últimas dúvidas do treinador em definir o grupo que irá disputar a Copa. Felipe Luiz e Lucas não atuaram bem, e, em resumo, a seleção exibiu uma antiga deficiência, que nem seus talentos individuais conseguem amenizar: A dificuldade que tem em fugir de adversários retrancados e de marcação sob pressão. A Venezuela armou duas linhas de quatro e marcou os laterais brasileiros, impedindo-os de atacar. Maicon ficou preso e sem poder abrir o jogo pelo seu setor, comprometendo o poder ofensivo do time brasileiro, que ficou restrito ao jogo embolado de Kaká, Ramires, Nilmar e Luiz Fabiano. Dunga tentou mexer, entrando Elano, Alex e Diego Tardelli. Nota zero para a entrada absurda do zagueiro Miranda no meia Maldonado. Foi corretamente expulso e se for ao Mundial, ficará suspenso da estréia brasileira. Fim de festa, vaga antecipada e em primeiro lugar. Lição tirada dessa rodada dupla final, com a derrota em La Paz e o empate de ontem: A seleção brasileira fica longe do indesejável favoritismo para a Copa da África do Sul. Passa longe do oba-oba de 2006, o que é um dos méritos do trabalho de Dunga. Dia 14 de novembro, amistoso importante contra o English Team, em Doha. Como os britânicos vêm com um bom retrospecto nas Eliminatórias européias, será um bom teste para avaliar a nossa seleção, contra um adversário de qualidade. Quanto aos argentinos, o tango deles teve um final feliz, com Diego Maradona e sua seleção ganhando a vaga para a Copa, com a tradição da camisa bi campeã mundial e festejando com uma revanche grosseira contra a imprensa argentina. O Uruguai dominou o jogo, cansou de perder chances de gols e tomou um gol de rebote que o colocou para a disputa da repescagem contra a Costa Rica, treinada por Renê Simões. A vitória do Chile de 1x0 sobre o Equador leva o time treinado por El loco Bielsa a terminar a disputa no segundo lugar da chave, deixando o Paraguai em terceiro. Eliminatórias, para o Brasil, só as da Copa de 2018. Até lá.
Luiz Fabiano e Kaká embolaram o meio e pararam na marcação da Venezuela.
Nas alturas de La Paz chegou ao fim a série invicta de quase um ano da seleção brasileira. Dunga quis poupar a chamada espinha dorsal da equipe do mal estar da altitude e sacou Gilberto Silva, Kaká e Luiz Fabiano. E escalou um meio campo leve e desentrosado com Josué, Ramirez, Daniel Alves e Diego Souza. Na frente, Nilmar e Adriano. Resultado: Sufoco, falta de articulação e o time brasileiro entregue a correria dos bolivianos. E a derrota previsível aconteceu com dois gols de bola parada, um de escanteio e outro de falta em que a zaga e Julio Cesar erraram no chamado tempo de bola. Apenas com 19 min. a seleção conseguiu finalizar com alguma qualidade. Adriano levou um pontapé no tendão de Aquiles e saiu no intervalo, entrando DiegoTardelli. O jogo arrastou-se até Ramires e Maicon tramarem uma arrancada pela direita, com fôlego e cara de futebol brasileiro e Nilmar testar para o gol. Nos minutos finais correria em busca do empate, sem sucesso. Em poucas horas a delegação voava de volta a Campo Grande fugindo do banzo de La Paz e procurando esquecer a derrota. Dunga restabeleceu a equipe principal nos treinamentos e devem jogar todos os titulares contra a virtual eliminada Venezuela. O Morenão reformado as pressas, ganha um premio de consolação e serve de palco para a festa de despedida das Eliminatórias 2010, com vaga já garantida, antecipada e sem sustos. O jogo começa as 19 h de Brasília.
Voltamos a falar do Tupi após a ressaca moral da eliminação dolorosa na série D. Com o time titular o galo foi ao Independência e colheu uma expressiva vitória contra os juniores do América. Um 2x1 convincente, que projetou esperanças e confiança da galera no bi da Taça MG. Motivados com a vitória em BH, os jogadores curtiram uma folga prolongada, um descanso da maratona da série D e voltaram a campo, ontem à noite para jogar contra o líder da chave, o Vila Nova, uma espécie de Tupi B, recheado de ex-carijós, treinado por Moacyr Jr. Segundo a Globo AM 910, o jogo foi terrível, um Tupi sem brilho e sem vontade suou para empatar de 0x0 um jogo que poderia ter vencido com tranqüilidade, assumindo a liderança da chave. Segundo depoimentos na comunidade do clube no Orkut, e de posts na página do Twitter do Diário Regional, o elenco enfrenta problemas internos em função de atrasos nos salários dos jogadores. Consta que o atraso é de alguns dias e de apenas 10% do total devido, segundo entrevista do vice, Dr. Maranhas. Informei. Não vou comentar nem atear fogo no ambiente de tranqüilidade que deveria existir em um momento de decidir uma vaga para as finais da Taça MG. Paguem os jogadores e corram atrás do bi dessa competição. Vale uma vaga na Copa do Brasil de 2010 e chances de receber cotas e fazer parcerias mais interessantes que projetem dias melhores para o futebol do clube. Não é hora de crise, de manchetes, nem de dispersarmos nossas forças e nossos objetivos. O time é bom, sabe jogar e não precisa provar nada a quem quer que seja. Porque então, essa caída, essa atuação de ontem? Próximo jogo, Montes Claros, etapa difícil contra o Funorte, time que complica jogando em sua casa. Mas, como o retrospecto do Tupi, jogando fora, vai bem.....
E chegamos à rodada final das Eliminatórias da Copa 2010. Penúltima etapa, a mais incomoda e absurda, o jogo contra os já eliminados da Bolívia, com um ingrediente indesejável: A altitude de 3500m de La Paz, que persiste no calendário e na concordância da FIFA, graças à cara feia e aos protestos do presidente boliviano. Estão querendo que apareça um mal estar irreversível de um jogador ou jornalista brasileiro, ou, um cadáver nessa história, para depois, proibirem de vez. Na tranqüilidade da Granja Comary, Dunga aproveita para dar seus recados e afinar seu discurso de união, do predomínio de interesses do grupo sobre objetivos individuais. E promete escalar para o jogo em La Paz os que se sentirem melhor no ambiente hostil da altitude. Lucio e Juan ficam de fora nessa rodada e Luisão e Miranda podem jogar. Nilmar, colhendo os frutos da atuação e dos 3 gols na Bahia, terá outra chance de sair jogando. Voltando da Bolívia, na quarta, a etapa final. Campo Grande, pantanal, e um remendado estádio Morenão servindo de palco para o jogo de volta contra os venezuelanos, que ainda sonham em disputar sua primeira Copa e mantém chances reais, graças aos desacertos da seleção de Maradona.
Por falar em Argentina, ao contrário do Brasil, eles sofrerão com o fantasma da eliminação, em jogos decisivos contra Peru e Uruguai. Eu assistirei de camarote ao Ultimo Tango em Montevidéu. Torcendo pela celeste olímpica.
Gilberto Silva, capitão e líder da seleção, poupado em La Paz e voltando ao time em Campo Grande.
Dunga, feliz com a vaga antecipada na Copa, busca a união para fechar seu grupo.
Apenas os cariocas Botafogo e Fluminense, apesar de viverem um péssimo desempenho no Campeonato Brasileiro, estando à beira do rebaixamento, permanecem na disputa da Copa Sul Americana 2009. O Fogão foi a Guayaquil, no Equador e debaixo de muita pancadaria e deslealdade, eliminou o Emelec perdendo de 2x1, de virada e prosseguindo rumo as quartas, graças ao gol salvador de André Lima. No Maracanã, o Flu tomou um gol de pênalti do fraquíssimo time peruano do Alianza Atlético e partiu para virar e golear por 4x1, com grande festa da galera tricolor. Caso vençam seus adversários nas quartas, respectivamente, Cerro Porteño e Universidad do Chile, o Bota e o Flu podem chegar a um confronto decisivo, valendo uma vaga na grande final. O Inter, o Vitória e o Goiás ficaram pelo caminho. Os gaúchos perderam a vaga no Chile, numa derrota de 1x0, sem brilho, para o Universidad, colocando em risco o cargo de Tite. Os baianos não passaram de um 1x1 sem graça contra o River do Uruguai. Os goianos fizeram melhor. Venceram o bom time do Cerro Porteño por 3x1. Esse golzinho paraguaio no Serra Dourada é que pesou no saldo e causou o bye-bye verdão. Boa sorte aos cariocas que ficam, pois souberam jogar e avançar de braços dados com o regulamento.
RIO, DE BRAÇOS ABERTOS PARA O MUNDO OLIMPICO - 2016 SERÁ AQUI !!!
O Brasil e o Rio aprenderam com os fracassos anteriores e investiram os melhores recursos, apoios e participações para conquistar o direito de sediar pela primeira vez os Jogos Olímpicos na América do Sul. Copenhaguen, 13h50min, o mundo conheceu o resultado da votação dos integrantes do COI e o Rio de Janeiro venceu Madri na rodada final da eleição por 66 a 32. A comitiva brasileira foi representada pelo presidente Lula, o governador do estado, o prefeito do Rio, Pelé e outros ídolos do esporte. Garantias financeiras, de comprometimento institucional dos governos e da população com a execução integral dos projetos foram apresentadas. Lula, Henrique Meirelles, presidente do Banco Central do Brasil e João Havelange fizeram discursos importantes, que tiveram peso decisivo na votação, ao escolherem os apelos do ineditismo, da paixão, da emoção e da alegria. Muitos elogios e vivas a qualidade da candidatura brasileira aconteceram nos momentos que antecederam o anúncio da vitória e houve surpresa com a eliminação de Chicago, logo na primeira rodada e o fiasco político do presidente norte americano Barack Obama. Tóquio caiu em seguida e Madri foi para a disputa final com outra excelente proposta, ancorada, claro, na qualidade do projeto e nas participações do rei Juan Carlos I, do presidente do governo espanhol, Jose Luiz Zapatero e do ex presidente do COI, Juan Antonio Samaranch. O Rio parou para acompanhar as cerimônias, e, após o anuncio, explodiu em comemoração na praia de Copacabana, celebrando uma década de trabalho árduo, derrotado em duas ocasiões, até a conquista de hoje. Faltam 2400 dias, 7 anos, até a grande festa de abertura no Maracanã. Muito dinheiro, esforço produtivo, preparação de pessoal adequado e atletas brasileiros para a disputa farão parte do trabalho de bem receber o mundo olímpico nos XXXI Jogos da era moderna, na Cidade Maravilhosa, em 2016. À seguir, imagens da cobertura feita pelos portais UOL e Globoesporte.com.
Presidente do COI anuncia a vitória do Rio 2016.
Estádio do Maracanã - Final da Copa 2014 e local das cerimõnias dos Jogos Rio 2016.
João Havelange foi o principal eleitor do Rio junto ao COI.
Nuzman, o grande vitorioso em Copenhaguen, torna real o sonho olimpico do Rio e do Brasil.